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Abre a cortina do passado
“Se eu tivesse de responder em uma frase à pergunta ‘qual a importância da literatura no Brasil’, eu diria: ‘nenhuma’. É um país de analfabetos” (Bernardo Carvalho, escritor).
Deus é dez
Intitulada ‘perua de Deus’ em uma matéria antológica da Revista da Folha, Sônia Hernandes não seguiu o script previsível reservado às esposas de pastores. Trocou a oportunidade de ser regente do coral ou presidente da sociedade feminina pelos púlpitos. Em lugar das tradicionais festinhas com ‘um pratinho que cada uma traz de casa’, plantou os pés em lugares bem incomuns para a ala feminina” (trecho de Marketing: apostólico ou diabólico?, texto de Sérgio Pavarini na revista Eclésia).
Rabeira
“Se permitirmos que essa doença maligna – o preconceito, pai do ódio e filho da ignorância – nos domine, seremos em breve o mais atrasado dos povos atrasados, uma manada confusa obedecendo a qualquer chibata ideológica” (Lya Luft, na Veja).
Epitáfio
“Espero ser reconhecido pelas pessoas como alguém que viveu em nome de Jesus Cristo” (George Foreman, autor de Sem jogar a toalha, em entrevista ao Estadão. O jornalista classificou o livro como “atrativo” e “dinâmico”).
Matemática
Um blogueiro americano resolveu contar as mortes ocorridas na Bíblia atribuídas a Deus e a Satanás. Nos primeiros cálculos, Deus matou 2.270.365 pessoas. Depois ele recalculou e estimou um total de 32,9 milhões de mortes. Segundo o cara, o Diabo foi responsável por apenas 10 mortes.
Tristeza
“Por que divulgar a nota ‘Passaporte para o inferno’? Até os cristãos precisam fazer mais propaganda das obras das trevas? Isso não entristece o Espírito que habita em nós?” (Gisele).
Adubo
“A frase do cantor Luciano não combina com o slogan ‘sal da terra’, não servindo nem para adubo” (Henrique).
Lobby celestial
“Minha mãe é supercatólica, vai à igreja, tem realmente todos os santos a favor dela. Esteve doente e o médico fala que ela segurou muito pela fé que tem. Sou católico. Não vou à igreja, mas rezo toda noite” (Murilo Benício, ator).
Mortadela
"Os homens não valem uma tubaína sem gelo" (Eliana, apresentadora da TV Record).
Crer é coisa de teimoso
“Quem sofre descobre seus limites, identifica verdadeiras amizades, vislumbra novos horizontes, abre a mente para novas verdades e o coração para novos amores. O sofrimento produz compaixão, evoca misericórdia, gera solidariedade” (Ed René Kivitz, escritor).
Pra pensar
“Sim, parece que a grande chaga de nosso tempo é não se contar com o futuro. E, se o futuro nada nos promete, por que cuidar do passado?” (Rachel de Queiroz, escritora cearense).

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